Nossa intenção é divulgar a total falta de gerência da atual gestão da PEFB, fundamentada em diversas notícias vinculadas na mídia. Servidores da área de segurança, saúde e técnicos são perseguidos e assediados. A sociedade beltronense não pode ser enganada com informações falsas por pessoas em cargo de confiança que representam o Estado do Paraná. Dezenas de fugas, mortes, suicídios e reclamações, ameaças, apreensões de armas, drogas, celulares. Isso tem que acabar!!
quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Francisco Beltrão

  Publicado em: 27/08/2014 - 17:41    |  Autor(a): Niomar Pereira |   Atualizado em: 27/08/2014 - 17:41
O saldo da rebelião em Cascavel não foi nada bom para Francisco Beltrão. Vieram para a penitenciária beltronense 168 presos transferidos por tempo indeterminado. Ontem, chamou a atenção na imprensa as imagens divulgadas de estoques, barras de ferro, pinças, tesouras, instrumentos que foram usados na tortura dos reféns. No total, cinco foram mortos e 25 ficaram feridos. A rebelião está sendo considerada a maior do estado dos últimos 10 anos. 
Dos 1.036 presos que estavam na unidade no momento em que a rebelião teve início, 831 foram transferidos para Foz do Iguaçu, Maringá, Guarapuava, Cruzeiro do Oeste, Francisco Beltrão, Curitiba e Piraquara. Na primeira leva, foram trazidos para Beltrão 68 presos e ontem mais 100 vieram transferidos.
O vice-diretor da Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, Américo Dias Pereira, falou que a direção ainda não sabe a condição dos presos que foram trazidos, se faziam parte do grupo agressor ou não, seus crimes e penas que ainda devem cumprir. Conforme disse, eles ficarão 30 dias no setor de triagem, onde receberão todo o atendimento especializado de assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros, médicos e advogados. Depois, conforme o perfil de cada um, serão alojados nos cubículos (celas).
Com a vinda dos presos de Cascavel, a penitenciária daqui fica com cerca de 1.220 detentos, sendo que a capacidade máxima é de 1.182. Américo diz que no momento é muito difícil saber por quanto tempo os presos ficarão em Beltrão, porque a penitenciária cascavelense precisa ser reconstruída. 
Rebelião
Após 46 horas, a rebelião na PEC que começou às 6h do domingo, 24, chegou ao fim na madrugada de terça-feira. O primeiro Agente foi liberado por volta das 3h da manhã e o segundo cerca de uma hora depois. O Sindarspen encaminhou os agentes para o Hospital Salete em Cascavel, acompanhando todo o atendimento. Apesar das agressões, eles passam bem. A rebelião é uma das maiores já vistas no Estado do Paraná. A penitenciária teve cerca de 80% de sua estrutura destruída.
As negociações foram assumidas por um grupo especializado do Batalhão de Operações Especiais (BOPE). Das nove galerias, sete ficaram em poder dos presos, comandados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). No território em que mantiveram o domínio, tudo foi destruído. No momento da rebelião o número de presos estava de acordo com a capacidade da penitenciária, porém o número de agentes estava bem abaixo dos limites que garantiriam a segurança mínima. (Com informações das assessorias e Catve.com).

http://www.jornaldebeltrao.com.br/noticias/183148/beltr-o-recebe-mais-100-presos-de-cascavel/4#.VAjiFMKwLgw

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